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sábado, 9 de dezembro de 2017

JAXA e ISRO vão ter missões conjuntas na Lua ? JAXA and ISRO will have joint missions on the moon?

A Agência de Exploração Espacial Japonesa (JAXA) e a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) assinaram um acordo para a implementação da exploração lunar a que deram o nome de Joint Lunar Polar Exploration e que poderá vir ta ter missões conjuntas para a exploração dos polos da Lua.

The Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA) and the Indian Space Research Organization (ISRO) have signed an agreement for the implementation of the lunar exploration called Joint Lunar Polar Exploration and may will have joint missions for the exploration of the poles of the Moon.

Imagem JAXA


Crateras em Thaumasia Planum, Marte / Craters in Thaumasia Planum, Mars

Cratera Arima à esquerda e a sua quase gémea, que não tem nome...
Crater Arima to the left and its almost twin, that has no name ...

Vista em perspectiva da cratera Arima.
Perspective view of the Arima Crater.
Imagens Mars Express/ESA

ALMA, como se transportam as antenas / how they transport the antennas.

Conjunto de antenas do maior radiotelescópio do mundo.
Set of antennas from the world's largest radio telescope.

Lore, um dos transportadores gigantes de antenas.
Lore, one of the giant antenna carriers.
Imagens ESO

O desafio de Dennis Muilenburg da Boeing a Elon Musk.../ The challenge of Dennis Muilenburg from Boeing to Elon Musk ...

Dennis Muilenburg o CEO da Boeing, juntou-se, pelo menos verbalmente, na corrida a Marte, juntamente com a Space X e a Lockheed Martin.
O desafio a Elon Musk, dizendo que provávelmente será a Boeing a colocar os primeiros seres humanos em Marte, mereceu deste uma resposta lacónica, " Faça-o..."
É interessante e será sem dúvida um catalisador para que todas as empresas envolvidas acelerem os respectivos projectos.
De notar que a Boeing não tem nenhum foguetão, mas participa activamente na construção do imenso SLS da Nasa, cujo lançamento tem sido sucessivamente adiado e ainda não tem data marcada e é responsável pelo desenvolvimento da cápsula CST-100 Starliner que irá concorrer com a Dragon da Space X no transporte de astronautas para a ISS.
O envolvimento destas empresas tornou a corrida a Marte num assunto muito mais sério do que o sonho de um só homem...

Dennis Muilenburg, the CEO of Boeing, as joined, at least verbally, the race to Mars along with Space X and Lockheed Martin.
The challenge to Elon Musk, saying that it will likely be Boeing to put the first humans on Mars, deserved a laconic response, "Do it ..."
It is interesting and will undoubtedly be a catalyst for all the companies involved to accelerate their projects.
Note that Boeing has no rocket but actively participates in the construction of the huge Nasa SLS, whose launch has been postponed successively and has not yet set a date and is responsible for the development of the CST-100 Starliner capsule that will compete with Dragon of Space X in the transportation of astronauts to the ISS.
The involvement of these companies made the race to Mars a much more serious matter than the dream of one man alone...

Antevisão do BFR da Space X
Preview of Space X's BFR

Antevisão da Dragon da Space X para transporte de astronautas.
Space X Dragon preview for astronaut transport.

Antevisão do projecto da Lockheed Martin.
Preview of the Lockheed Martin project.

Antevisão do SLS, Space Launch System da Nasa.
Preview of SLS, NASA's Space Launch System

Antevisão do CST-100 Starliner da Boeing.
Preview of Boeing's CST-100 Starliner

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

ESPRESSO, o mais recente pesquisador de planetas / the latest planet finder

Espresso é um nome sugestivo...Podia ser um café forte, gostoso, espesso, mas é um novo instrumento do Very Large Telescope (VLT) da ESO. Não tem cafeína mas é um aparelho excitante que promete descobertas emocionantes.
Espresso quer dizer Echelle SPectrograph for Rocky Exoplanet and Stable Spectroscopic Observations  e é o sucessor do famoso HARPS que funciona no observatório de La Silla, também do ESO e no Chile.
Muito mais sensível que o HARPS, o Espresso recebe a luz dos quatro telescópios do complexo VLT, simulando um telescópio de 16 metros, e é capaz de medir as mais pequenas e subtis variações no espectro de luz das estrelas estudadas, provocadas pela influência gravitacional dos planetas mais pequenos, que são habitualmente rochosos e com maiores semelhanças com a Terra.

Espresso is a suggestive name ... It could be a strong, tasty, thick coffee, but it's a new instrument from ESO's Very Large Telescope (VLT). It has no caffeine but is an exciting device that promises thrilling discoveries.
Espresso stands for Echelle SPectrograph for Rocky Exoplanet and Stable Spectroscopic Observations and is the successor of the famous HARPS that operates at the La Silla observatory, also from ESO and in Chile.
Much more sensitive than HARPS, the Espresso receives light from the four telescopes of the VLT complex, simulating a 16-meter telescope, and is able to measure the smallest and subtle variations in the light spectrum of the stars studied, caused by the gravitational influence of smaller planets, which are usually rocky and the most similar to Earth.


Nesta sala, os feixes de luz oriundos dos 4 telescópios, são combinados e enviados para o espectrógrafo.
In this room, the light beams from the 4 telescopes are merged and sent to the spectrograph.


Contentor de vácuo, onde o espectrógrafo está alojado.
Vacuum container where the spectrograph is housed.
O primeiro resultado, um espectro de Tau Ceti.
The first result, a spectrum of Tau Ceti.
Imagens ESO



Alma descobre galáxias com menos de um bilião de anos / discovers galaxies with less than a billion years

O objecto cósmico SPT0311-58 foi inicialmente detectado pelo Telescópio do Polo Sul da National Science Foundation.
Posteriormente, o radiotelescópio Alma, do ESO ( European Southern Observatory), descobriu que o objecto era um par de gigantescas galáxias primordiais, na realidade as mais antigas já vistas, com cerca de 780 milhões de anos, menos de um bilião de anos depois do evento ( Big Bang ou outro...) que deu origem a este universo.
Os astrónomos ficaram surpreendidos pela dimensão das galáxias, pois estavam convencidos que nessa altura estas seriam muito mais pequenas e que gradualmente se iriam fundindo para dar origem a versões maiores.
As duas galáxias, na altura em fase de fusão, já que a distancia que as separava era idêntica à que separa o Sol do centro da Via Láctea, terão dado origem mais tarde a um objecto de dimensões colossais, absolutamente inesperado para os astrónomos e para as teorias vigentes sobre a formação do universo, embebido num alvéolo de matéria negra, ele também de proporções inimagináveis.
O universo é e vai continuar a ser uma fonte inesgotável de descobertas fantásticas, à medida que os meios rádio e ópticos forem evoluindo e vai continuar a desafiar todas as teorias que já foram e virão certamente a ser desenvolvidas.

The SPT0311-58 cosmic object was initially detected by the National Science Foundation's South Pole Telescope.
Subsequently, Alma, the ESO (European Southern Observatory) radio telescope, discovered that the object was a pair of gigantic primordial galaxies, in fact the oldest ever seen, with an age of 780 million years, less than a billion years after event (Big Bang or other ...) that gave birth to this universe.
Astronomers were surprised by the size of the galaxies, as they were convinced that by then they would be much smaller and would gradually merge to give rise to larger versions.
The two galaxies at the time of fusion, since the distance between them was identical to that separating the Sun from the center of the Milky Way, would later give rise to an object of colossal dimensions, absolutely unexpected to astronomers and the prevailing theories about the formation of the universe, embedded in an alveolus of black matter, it also of unimaginable proportions.
The universe is and will continue to be an inexhaustible source of fantastic discoveries as the radio and optical media evolve and will continue to challenge all theories that have already been and will surely be developed.

Imagem gráfica do par de galáxias primordiais.
Graphic image of the pair of primordial galaxies.
Imagem ESO

Imagens perdidas no tempo / Images lost in time, as primeiras vítimas da exploração espacial / the first victims of space exploration

Soyuz-1

Vladimir Komarov
Imagem Roscosmos

Apollo 1

Gus Grissom, Ed White e/and Roger Chaffee.
Imagem Nasa


Rocket Lab Electron, lançamento adiado / launch delayed.

Devido às condições meteorológicas no local de lançamento na Nova Zelândia, a descolagem do pequeno foguetão da Rocket Lab foi adiado para 10 de Dezembro, Domingo.

Due to weather conditions at the launch site in New Zealand, the Rocket Lab's small rocket liftoff was postponed to December 10, Sunday.

Imagem Rocket Lab

Space X Falcon 9, testou motores para o lançamento de 12 de Dezembro / tested engines for the December 12 launch.

Imagem Teslarati

Imagem Steven Young / Spaceflight Now

Dragonfly - O telescópio que imita os olhos das libélulas / The telescope that mimics dragonflies eyes.

Para melhor visualizar os objectos cósmicos mais ténues, tais como as galáxias anãs, que podem ser pequeníssimas e albergar apenas poucos milhares de estrelas, os astrónomos das universidades de Yale, Harvard e Toronto imaginaram e construíram um telescópio que imita os olhos magníficos das libélulas e a que deram o nome destes insectos.
O Dragonfly é um projecto de baixo custo, que usa objectivas normais Canon de 400 mm, que têm lentes e acabamentos de elevada qualidade, e que desperdiçam o mínimo possível de luz.
Este sistema  é por isso mais eficiente que os supertelescópios, que com os seus gigantescos espelhos e ópticas complexas, acabam por perder alguma da luz que chega das galáxias.
É constituído por dois conjuntos com 24 objectivas cada um, e a sua sensibilidade é tal que permite aos astrónomos a redução posterior da luminosidade em excesso e a visão mais nítida dos objectos estudados.
Outra vantagem é a possibilidade de evolução do sistema, que permite que se adicionem novos conjuntos de lentes, em diferentes pontos da Terra.

To better visualize fainter cosmic objects such as dwarf galaxies, which may be tiny and contain only a few thousand stars, astronomers at Yale, Harvard and Toronto universities have imagined and constructed a telescope that mimics the magnificent eyes of dragonflies and to which they gave the name of these insects.
Dragonfly is a low-cost project that uses standard 400mm Canon lenses, which have high quality lenses and finishes, and which waste as little light as possible.
This system is therefore more efficient than super telescopes, which with their gigantic mirrors and complex optics, end up losing some of the light that comes from the galaxies.
It consists of two sets with 24 lenses each, and its sensitivity is such that it allows astronomers to later reduce the excess luminosity and the clearer view of the objects studied.
Another advantage is the possibility of evolution of the system, which allows to add new sets of lenses, at different points of the Earth.

Um conjunto de 24 objectivas.
A cluster of 24 lenses.
Imagens Dragonfly / University of Toronto